Vamos Trilhar Leituras pela América Latina?

Nossos vizinhos latino-americanos têm uma relação de reciprocidade muito forte por falarem a mesma língua. O intercâmbio literário acaba sendo muito natural. Ao ler as edições das revistas especializadas em literatura infantojuvenil desses países, é fácil observar  que há uma constância nas trocas literárias. Nós, aqui, com nossa bela língua portuguesa, acabamos por ficar mais isolados. Somos pouco traduzidos para os países vizinhos e vice-versa. Esses países conhecem pouco a literatura infantojuvenil brasileira.  Em uma entrevista para a revista Carta Capital, em 2012, a escritora argentina Maria Teresa Andruetto, levanta esta questão:

“O intercâmbio entre nossos países não ocorre de forma fluida, realmente, pois muitas vezes as próprias editoras impedem a circulação de livros, fazendo com que os autores não sejam lidos em países vizinhos ou o sejam apenas se forem antes reconhecidos em países centrais. É preciso fazer tudo o que estiver ao nosso alcance no campo da literatura para acabar com esse modelo de comportamento cultural e editorial. De minha parte, lamento que a literatura brasileira seja tão pouco traduzida na Argentina”. Leia toda a entrevista Aqui .

Marina Colasanti, uma das brasileiras traduzidas para o espanhol, também fala sobre isso nesta entrevista aqui.

A FNLIJ, Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, tem contribuído bastante para esse fomento. Há três anos seguidos homenageia um país latino-americano. Primeiro foi o México (2012), depois Colômbia (2013) e Argentina (2014). Agora em 2015 haverá  um coletivo com países latino-americanos: Argentina, Cuba, Colômbia e Venezuela já confirmaram presença.  A cada salão a FNLIJ recebe especialistas, escritores e ilustradores para compartilhar e discutir os caminhos da literatura infantil e juvenil.

Escolhemos alguns exemplos da literatura infantojuvenil de nossos vizinhos. São livros imperdíveis!

 

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Do México, temos o belíssimo: “A bruxa e o Espantalho“, de Gabriel Pacheco. Editora Jujuba. Um livro-imagem que é pura poesia. Há uma entrevista com o autor no site Esconderijos do Tempo aqui.

 

Outro livro mexicano maravilhoso é “Migrar“, de José Manuel Mateo, ilustrado por Javier Martínez Pedro. Ed. Pallas. A história de uma mãe e seus dois filhos, um menino e uma menina, que se veem obrigados a deixar sua casa para ir em busca de uma nova vida. O pai havia migrado e há muito já não mandava dinheiro. O livro traz um problema que muito tem sido discutido nos últimos tempos: as milhares de crianças mexicanas que têm migrado para os EUA. No livro os autores falam em 50 mil crianças e pelo menos metade dessas crianças viajam sozinhas.

 

Da Venezuela, o premiado “O livro negro das cores” de Menena Cottin (autora) e Rosana Faría (ilustradora) somos levados a uma experiência sensorial. O livro nos desafia a pensar as cores através de cheiros,  texturas, sons. Como você descreveria as cores para quem não pode ver?  “Ele diz que o verde cheira a grama recém-cortada e tem gostinho de sorvete de limão”. O livro traz as descrições em texto tradicional e em braile. Percorremos o mundo das cores em um livro com páginas negras e ilustrações em relevo, em negro. Parece estranho? Mas é um belo e “colorido” trabalho. Há dois videos que mostram o livro: aqui e aqui. E. Pallas.

 

ELOÍSA E OS BICHOS

Da Colômbia, Eloísa e os bichos. De Jairo Buitrago e ilustrações de Rafael Yockteng. Ed. Pulo do Gato. Conta a história de Eloísa que ao se mudar com o pai para uma nova cidade, encontra um mundo novo e desconhecido para ela. Lidar com as emoções provocadas por essa mudança é o tema deste livro sensível. “Eu não sou daqui. Chegamos numa tarde quando eu era bem pequena. Enquanto papai procurava trabalho, eu ia para a escola e me sentia um bicho estranho(…)”.

 

A premiada escritora e ilustradora argentina Isol esteve presente no salão de 2104, e teve dois livros lançados no Brasil.  “Ter um patinho é útil“, que saiu pela editora Cosac Naify e “Pantufa de cachorrinho“, pela ed. Autêntica. “Ter um patinho é útil” traz de um lado a história contada pelo menino e do outro lado a mesma história contada pelo patinho.

 

Da Argentina, ainda temos “Discurso do Urso”, de Júlio Cortázar e ilustrações de Emílio Urberuaga. Cortázar dispensa apresentações, pois é um dos pilares da literatura latino-americana. O texto é de 1952 e conta a história de urso que passeia pelos canos de calefação de um edifício. Ed. Galerinha Record.

 

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E, outra argentina que passou por aqui, foi Maria Tereza Andruetto, que falamos no início da nossa conversa.  A menina, o coração e a casa aborda temas delicados, como a separação dos pais e a ausência do irmão que ela ama. Tina mora com o pai e a avó enquanto seu irmãozinho, Pedro, que tem síndrome de down, mora com a mãe.  Tem  Ilustrções de Maurício Negro e tradução de Marina Colassanti. Maria Teresa ganhou o mais importante prêmio da literatura infantojuvenil: o Hans Christian Andersen. Na América Latina, antes dela, só Ana Maria Machado (2000) e Lygia Boyunga (1982) haviam ganhado o prêmio. em 2014, nosso querido Roger Mell trouxe mais um Hans Cristian Andersen para nós!

 

Do Peru  “Fonchito e a Lua” é do grande escritor Mario Vargas Lhosa. Com ilustrações de Marta Chicote Juíz. Ed. Objetiva. Um livro doce que traz a história de Fonchito. Ele quer namorar uma menina e ela diz a ele que só o aceita se ele lhe trouxer a lua. Será que ele consegue? Vá logo descobrir!!!

 

Do Chile temos as belas cores de Paloma Valdívia no livro “É Assim“.  Ed. SM. Que livro bonito e delicado! Paloma Valdívia diz que é movida por perguntas difíceis. Aqui  trata de forma sensível e verdadeira tema da vida e da morte. Aqueles que já partiram e que nos deixam saudades e aqueles que estão chegando e nos trás alegrias. A vida é assim!

 

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O Amor e a Liberdade

Outro dia, na livraria, um livro logo chamou a minha atenção pela linda capa: “O pássaro na gaiola”,  da editora Pequena Zahar. Causou um estranhamento quando vi os autores, não entendi muito bem: “Vincent van Gogh e Javier Zabala”. A ilustração não era uma obra de Van Gogh, como seria de se esperar. Na verdade, o texto é de Van Gogh, uma das mais de 600 cartas que ele trocou com o irmão Théo durante toda a vida. As belíssimas ilustrações  são do premiado ilustrador e professor espanhol Javier Zabala.

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Zabala escolheu parte de uma longa carta escrita por Vincent ao irmão Théo em julho de 1880. Vincent e Théo tinham uma relação profunda de  amizade e amor. Quando Vincent morreu, Théo também partiu 11 meses depois. Se hoje sabemos um pouco mais sobre o que pensava o artista sobre a arte, sobre a vida e sua forma de pintar, isso se deve as cartas trocadas entre os irmãos. Nessa carta ele agradece os “cinquenta francos” que o irmão o enviara, fala sobre suas angústias e do desejo de se entender com o pai, de sua paixão pelos livros e pela arte.  Van Gogh fala também da solidão, que às vezes, é necessária para o autoconhecimento. Faz uma análise sobre o que tinha sido sua vida até então, da difícil missão da busca da realização do artista. Van Gogh se sente deslocado do mundo, diz ele na carta: “sinto-me como um prisioneiro de meu tormento, excluído de participar nesta ou naquela obra, e tendo estas ou aquelas coisas necessárias fora do meu alcance”; não sabe como sair da “gaiola” em que se encontra, alguns poderiam tê-lo como um vagabundo, como um preguiçoso, “no entanto eu sirvo para algo, sinto em mim uma razão de ser, sei que poderia ser um homem completamente diferente”. Van Gogh diz ” Um pássaro na gaiola durante a primavera sabe muito bem que existe algo em que ele poderia ser bom…”. E Vincent foi muito bom.

Javier Zabala criou belas ilustrações onde podemos encontrar referências às obras de Van Gogh e também a de artistas como Paul Klee. Há uma ótima entrevista de Zabala na Revista Emília. Ali, o ilustrador fala sobre seu processo de criação e suas inspirações. O livro álbum “Pássaro na Gaiola” se apresenta em capa dura e no formato vertical, e nele observamos elementos verticais presentes ao longo do livro. Essa verticalidade presente na obra e no imaginário do artista, segundo ele, se deve, ao fato dele nascer em uma região onde árvores altas, igrejas gótica e romana fazerem parte da paisagem de onde vem. O artista está falando da pequena cidade de Léon. Outro elemento observado no livro é o uso de técnicas variadas, como colagens, guache, pigmentos, entre outros, porém, ele diz que apenas a técnica não é suficiente para realizar um trabalho; o que ele busca é a capacidade de emocionar.

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O olhar de Zabala sobre a carta de Van Gogh não é uma mera representação das palavras, mas suas ilustrações dialogam com o texto.  Alguns podem se perguntar se são para crianças. Claro que sim! Esse é um livro para todos! Zabala, assim como nós aqui do Trilhar, não acredita que se deva falar à criança com uma linguagem simples. Não se pode subestimar a inteligência das crianças e deve-se proporcionar a elas experiências visuais e poéticas diversas.  Walter Benjamin criticava a maneira como os adultos tendem a criar objetos exclusivamente para crianças: “nada é mais ocioso que a tentativa febril de produzir objetos – material ilustrativo, brinquedos ou livros – supostamente apropriados às crianças”. Zabala, assim como Benjamin, não enquadra a criança dentro de parâmetros reducionistas. Há livros no mercado, diz Zabala, que servem para todas as idades. E este livro é um exemplar deste tipo de literatura, é um livro para todas as idades.  O ilustrador criou uma belo e sensível livro que nos fala, principalmente, de liberdade e de amor. Pois, como diz  Van Gogh na carta ao irmão: “o amor é o que abre a prisão, com sua força soberana, com seu encanto poderoso”.  Não há como resistir à esse belíssimo livro álbum. Uma bela maneira de nos aproximar ao mundo da arte de Van Gogh e de Zabala. Imperdível!

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Dia Nacional do Livro Infantil

Dia 18 de abril é o dia Nacional do Livro Infantil. Essa data foi esc olhida para celebrar o nascimento do pai da moderna Literatura Infantil brasileira. Sim, ele mesmo, José Bento Monteiro Lobato, o mesmo que disse que um país se faz com homens e livros.  Tal como Hans Christian Andersen, foi pioneiro ao fazer literatura diretamente para crianças. Aqui no Brasil, o que havia eram adaptações e traduções dos grandes clássicos infantis europeus. Lobato foi responsável por traduções importantes, como os Contos de Grimm. Mas foi além em suas criações e trouxe para a literatura infantojuvenil  as histórias e  lendas do folclore nacional, os contos de fadas, as fábulas, a mitologia grega, e a literatura universal.  A intertextualidade está presente na literatura lobatiana antes mesmo deste termo existir. Personagens mitológicos, dos contos de fadas e do folclore visitam o Sítio do Picapau Amarelo e a turma do Sítio também viaja no tempo e na história para encontrar grandes personagens. Monteiro Lobato aproximou as crianças dos clássicos da literatura. Ana Maria Machado diz que poucos países tiveram o privilégio de ter um autor como Lobato a fazer adaptações de clássicos para crianças. Dom Quixote, Minotauro, Peter Pan, Alice, Branca de Neve, estão todos lá no mundo maravilhoso de Monteiro Lobato.

Muitos de nós conheceram as peripécias da turma do Sítio do Picapau Amarelo pela série que a TV Globo apresentou entre 1977 e 1986.  Fez parte da infância de muitos chegar em casa da escola e assistir as aventuras da turma do Sítio. A primeira adaptação para a TV, em 1952, foi feita por Tatiana Belinki, outra grande escritora da literatura infantil. Tanto a primeira, quanto a segunda adaptação para a TV ficaram mais de 10 anos no ar. Outras adaptações vieram depois mas a de 1977 é considerada um clássico.

Lobato morreu em 1948, aos 66 anos e deixou um legado enorme para as crianças com personagens inesquecíveis e presentes no imaginário dos brasileiros. Quem não gostaria de conhecer a Dona Benta, ser amigo da Narizinho e do Pedrinho, comer os bolinhos de chuva de Tia Nastácia, aprender muitas coisas com o sabido Visconde de Sabugosa? Quem não gostaria de ser a Emília? Quem não gostaria de conhecer o Sítio do Picapau Amarelo e o Reino das Águas Claras? Quem nunca teve medo da Cuca ou riu das peraltices do Saci?

Quem teve a sorte de ter esses personagens presentes na infância, sabe da importância da Literatura Infantojuvenil e  da luta que devemos travar para que cada brasileirinho possa ter a chance de sonhar com o mundo maravilhoso de Monteiro Lobato e de todos os grandes autores e ilustradores brasileiros: Ruth Rocha, Ana Maria Machado, Tatiana Belinky, Sylvia Orthof, Lygia Bojunga, Ziraldo, Clarice Lispector, Roger Mello, Mariana Massarani, Angela Lago,  Odilon Moraes, Fernando Vilela, entre tantos outros que nos fazem a sonhar.

Que todo dia seja dia do Livro Infantil!

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Dia Internacional do Livro Infantil

Dois de abril é o dia Internacional do Livro Infantil. A data foi escolhida em homenagem ao nascimento de Hans Christian Andersen, escritor e poeta dinamarquês, considerado o primeiro autor a criar histórias para as crianças. Antes dele tivemos La Fontaine, Charles Perrault, os Irmãos Grimm, entre outros. Porém, esses adaptaram os contos da tradição oral.  Andersen foi além e por isso é considerado o “pai da literatura infantil”. O maior prêmio nesta categoria, equiparado ao “Nobel”, recebeu o seu nome. Aliás, no Brasil temos três prêmios Hans Christian Andersen: Lygia Bojunga, Ana Maria Machado e Roger Mello.

Para comemorar o dia de hoje, vamos trilhar leituras com Hans Christian Andersen e nossos três premiados autores? Talvez o conto mais conhecido de Andersen seja “O Patinho Feio”, mas também são dele: “A princesa e a ervilha”, “A Pequena Sereia”, “A roupa nova do imperador”, “O Soldadinho de Chumbo”, ” A Polegarzinha”, ” O rouxinol e o imperador”, “A pequena vendedora de fósforos”, entre muitos contos, afinal Andersen escreveu mais de 160 histórias para crianças. Dos nossos autores premiados temos muitos livros bacanas. Seguem alguns títulos:  “A bolsa amarela” e  “A casa da madrinha” de Lygia Bojunga;  “A galinha que criava um ratinho” e “Menina bonita do laço de fita” de Ana Maria Machado; “A nau Catarineta” e “Meninos do Mangue” de Roger Mello.

Escolha o seu e divirta-se:

 

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A Boneca e o Fidalgo

“No fundo, os livros são isto: conversas sobre a vida. E é urgente, sobretudo, aprender a conversar”. Yolanda Reyes

Quando começamos a pensar no Trilhar Leituras, dois personagens vieram logo à nossa mente: Emília e Dom Quixote. Emília, aquela bonequinha de pano sem papas na língua, que diz o que pensa sem medo de críticas. Às vezes egoísta, às vezes mal criada, metida mas também muito divertida e esperta. Uma vez, quando Visconde estava escrevendo a biografia dela, perguntou o que ela era, e ela respondeu: “Sou a Independência ou Morte”. Emília é pura liberdade. Já Dom Quixote de la Mancha que se transforma em um cavaleiro andante, aparece como uma figura tão humana, que muitas vezes nos esquecemos de que é literatura. Seu lema é proteger os fracos e oprimidos e salvar as donzelas em perigo. É ridicularizado por todos aqueles que não conseguem ver suas virtudes, sua bondade e sua coragem para salvar  os sofredores das injustiças do mundo. Emília e Dom Quixote são personagens fascinantes da literatura que nos dizem muito sobre os outros e sobre nós mesmos.

Dom Quixote por Gustave Doré.

Na cena acima, nosso cavaleiro andante em uma ilustração de Gustave Doré.  O Cavaleiro está sentado em uma poltrona com um livro na mão e uma espada na outra. Ao redor mais livros, dragões, cavaleiros, princesas, ogros e muito mais. Uma imagem que vale mais que mil palavras.

Emília e o cavaleiro andante se encontram algumas vezes. Segundo Marisa Lajolo, Dom Quixote é um personagem recorrente na obra de Lobato: “toma café com bolinhos na varanda do sítio em O Picapau Amarelo e é inspiração da peça que Emília monta em Hollywood, em Memórias de Emília“. Em 1936, Monteiro Lobato adapta a obra e a rebatiza “Dom Quixote para crianças”. A história começa com Emília tentando alcançar os livros mais distantes na estante e por serem os mais difíceis de serem alcançados, eram os mais desejados pela boneca. Finalmente alcança o Dom Quixote, dois livros “enormíssimos e pesadíssimos”. Após ter acesso ao livro a boneca lê o título e o autor e logo implica com o sobrenome: “-— Saavedra! — exclamou. — Para que estes dois aa aqui, se um só faz o mesmo efeito? — e, procurando um lápis, riscou o segundo a”. Quando abre o livro depara-se com ilustrações que chamam a sua atenção: “Que beleza!” As gravuras eram de Gustave Doré  “sujeito que sabia desenhar muito bem”, disse ela. Dona Benta resolve ler o livro para as crianças, mas estas não entendem nada e acham difícil aquela linguagem, Emília ameaça ir embora brincar. Como uma verdadeira contadora de histórias que é, Dona Benta põe todos à sua volta e começa a contar a história do cavaleiro andante com suas próprias palavras. A certa altura, Emília “suspira e imagina como seria bom ter um cavaleiro andante que corresse mundo berrando que a mais linda de todas as bonecas era a Senhora Emília de Rabicó” e poderia aparecer um Cervantes que contasse a história e ela ficaria famosa no mundo todo.  Narizinho diz para Emília que ela já estava bem famosa no Brasil inteiro “de tanto Lobato contar as suas asneiras”. Emília fica tão envolvida com a história, que vai buscar uma vassoura e começa a espetar a todos dizendo que aquela era sua lança, coloca um cinzeiro na cabeça e diz que era o elmo de Mambrino, e monta no pobre Visconde, dizendo que este era Rocinante. Emília deixou-se envolver pela história, como Dom Quixote se envolveu com os contos de cavalaria. Na ultima página do livro, Monteiro Lobato homenageia Dom Quixote com belas palavras ditas por Emília. Os dois Quixotes são clássicos eternos que nos emocionam e nos fazem rir.

Emília e Visconde na Ilustração  de André Le Blanc.
Emília e Visconde tentam alcançar os livros na parte mais alta da estante. Ilustração de André Le Blanc.

Referências

Lajolo, Marisa: Dom Quixote: quando Monteiro Lobato apresentou o imortal cavaleiro às crianças.  in: http://lobato.globo.com/novidades/novidades32.asp

Lobato, Monteiro: Dom Quixote das Crianças. Rio de Janeiro. Ed. Globo, 2007.

_______Reinações de Narizinho. Rio de Janeiro. Ed Globo, 2011.

Machado, Ana Maria: Como e por que ler os clássicos universais desde cedo. Rio de Janeiro. Objetiva, 2009